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Alta dos juros em financiamentos imobiliários

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Postado em 23/01/2015

A semana iniciou com diversas “novas” notícias que impactam diretamente nós consumidores. Mas uma delas, em especial, me deixou preocupado. Desde segunda-feira (19) está em vigor as novas taxas de juros para o financiamento imobiliário da Caixa Econômica Federal tanto para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) quanto para o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

Há quem diga que o impacto para os consumidores será de até 14,3% nas prestações. As mudanças valem para os contratos que forem assinados a partir de segunda-feira (19). Quem já tem financiamento em vigor não será afetado.

Nos financiamentos do SFH, os juros variavam entre 8% e 9,15% ao ano e agora ficarão entre 8,5% e 9,15% ao ano. Nas operações do SFH, as taxas passarão de 8,8% a 9,2% ao ano para 10,2% a 11% ao ano. O banco justificou o reajuste com base no aumento da taxa Selic (juros básicos da economia), que passaram de 10% para 11,75% ao ano, em 2014.

Quem sofrerá o maior aumento são os mutuários com imóveis contratados pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) com valor acima de R$ 750 mil. Nesse caso, a taxa de juros passará de 9,2% para 11% ao ano, para quem não é cliente da Caixa. Por óbvio, a decisão abre caminho para que os demais bancos também reajustem suas tabelas.

As regras não serão alteradas para as habitações populares, financiadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida nem nas compras com carta de crédito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), dedicadas a quem tem renda mensal de até R$ 5,4 mil. As duas modalidades financiam apenas unidades de até R$ 190 mil para famílias de menor renda.

Os compradores vão ter dificuldades nas primeiras prestações e no aumento da dívida, porque o saldo devedor acaba sendo igualmente alterado. A alteração foi justificada porque está em linha com os planos da nova equipe econômica de reduzir despesas cortando subsídios e aumentar receitas, possivelmente por meio de aumento de impostos. Neste momento, porém, a prioridade mais imediata é conseguir mais receitas para reequilibrar as contas do Tesouro Nacional.

Em tempos de estagnação da economia, o ideal é que os consumidores financiem o mínimo possível do valor do imóvel, ou seja, dêem uma um valor maior de entrada para que não seja necessário utilizar o 30% que a legislação permite com as prestações.

Nem vou me alongar aqui falando na alta nas contas de luz, no aumento da gasolina, desemprego na indústria, inflação e etc… Ah, que saudades que eu ando sentindo daquele país da propaganda eleitoral da situação! Que país maravilhoso era aquele, hein!?

Eduardo Kümmel

Advogado e Diretor da Kümmel & Kümmel Advogados