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Arrozeiros, vamos usar o exemplo da Azaléia

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Postado em 19/05/2011

Todos nós gaúchos ficamos estarrecidos com a notícia do fechamento e a demissão de mais de 800 funcionários da empresa Azaléia, após 53 anos de atividades no município de Parobé. Essa informação rendeu notícias e repercussão em toda a imprensa, com manifestações de políticos e comentários de Lasier Martins, no Jornal do Almoço.
A Azaléia divulgou nota informando que os motivos do fechamento da fábrica no RS seriam a falta de competitividade nas exportações, altos impostos, inflexibilidade da Justiça do Trabalho, a concorrência com os calçados importados e o desinteresse do governo gaúcho.
Assistimos reportagens de funcionários que trabalharam na empresa cerca de 20 anos e foram demitidos. E o produtor rural, que muitas vezes tem a propriedade de família e precisa vender e ser expulso da terra por políticas mal definidas e não cumpridas?
Está na hora de fazermos pressão. Ou nos pagam o que é devido – R$ 25,80 – pela saca de arroz, ou não pagaremos ninguém. Vamos chamar o governo aos processos e vamos “demitir”.
Os arrozeiros devem fazer a mesma coisa. Fazer demissões em massa como fez a Azaléia. Ou pagam o que prometeram, que é o preço mínimo de R$25,80, ou vamos demitir em massa. Não compraremos material e implementos agrícolas, nem pagaremos bancos, oficinas mecânicas, serviços terceirizados e todo o resto.
Quem sabe nossas lideranças encampam esta ideia de pressão. Se o bom diálogo não apresenta resultado, quem sabe deverá ser na base da Azaléia mesmo!

Eduardo Kümmel
Advogado e Diretor da Kümmel & Kümmel Advogados Associados