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Energia elétrica a preço de artigo de luxo

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Postado em 09/05/2014

O aumento da energia elétrica pegou toda população de surpresa. As tarifas vão pesar no bolso do consumidor a partir do ano que vem. Devido à crise do setor energético, a tarifa de energia deve aumentar a partir do ano que vem. Por causa dos baixos níveis de água nos reservatórios e, consequentemente, da baixa eficiência apresentada pelas usinas hidroelétricas, às empresas distribuidoras de energia tiveram problemas de caixa para poder cobrir os custos do acionamento de usinas termelétricas.

Quem vai pagar a conta, por óbvio, seremos nós consumidores: este resgate financeiro vai resultar em aumento estimado de 7% nas tarifas de energia nos próximos 5 anos (que pode variar de R$18,00/MW/h até R$24,00/MW/h no pior cenário). O valor pode ficar ainda mais alto, dependendo de outros fatores, uma vez que estes 7% representam o aumento estimado apenas para o pagamento de empréstimo feito pelo governo.

No Rio Grande do Sul, o aumento de 30,29% no custo de energia elétrica na região atendida pela concessionária AES Sul elevará em R$ 121,47 por hectare o custo de produção de uma lavoura de arroz (o gasto com energia passa de R$ 401,02 para R$ 522,49 por hectare). O aumento, que, para uma plantação de 100 hectares representa um desembolso extra de R$ 12.147, significa alta de 2,8% no custo operacional total da cultura.

Segundo a FARSUL, embora os arrozeiros sejam os mais afetados quem tem sistemas de irrigação por aspersão e quem produz leite, usando resfriadores, também é altamente atingido.

Nota técnica da FARSUL atribui a alta, a falta de planejamento do governo, investimentos escassos em geração, descompasso entre políticas de estímulo ao consumo e à produção energética, além de falta de chuvas.

Desta forma nos resta apenas a indignação com uma empresa que presta um serviço de péssima qualidade, com equipamentos e um sistema sucateado e obsoleto a um preço absurdo. Estamos literalmente utilizando energia elétrica a preço de artigo de luxo.

No Brasil, infelizmente, estamos premiando as péssimas empresas, que não tem nenhum planejamento preventivo e de desenvolvimento como a AES Sul gerando não somente aumento dos custos e produtos, mas o descaso com na economia dos produtores e consumidores.

Quanto ao governo, prefiro nem me pronunciar sobre o caso!

 

Eduardo Kümmel

Advogado – Diretor da Kümmel & Kümmel Advogados Associados