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Expectativas para a safra 2011/2012

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Postado em 04/01/2012

O Banco do Brasil anunciou a liberação de R$ 45,7 bilhões para financiar a safra agrícola 2011/2012, volume 17% superior aos R$ 39 bilhões liberados na safra anterior. Desse total, R$ 10,5 bilhões irão financiar a agricultura familiar e R$ 35,2 bilhões vão atender aos agricultores empresariais e aos filiados às cooperativas rurais. Os valores representam um incremento de 20% e de 16%, respectivamente.
Além do dinheiro para o crédito rural, o Banco do Brasil anunciou um volume de recursos da ordem de R$ 850 milhões destinados a empréstimos à linha da Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que incentiva programas de recuperação de pastagens e criação de sistemas integrados entre lavoura, pecuária e floresta.
Ao anunciar os recursos de financiamento agrícola, o Banco do Brasil liberou o acesso de cerca de 40 mil produtores que estavam renegociando suas dívidas da safra passada com o banco estatal aos empréstimos rurais.
A medida ajudará o banco a ampliar sua carteira de crédito rural, que representa uma fatia de 61,2% do mercado. O volume de empréstimos do banco para o agronegócio chegou a R$ 78,3 bilhões, no primeiro trimestre. De acordo com os dados do banco, desse total, 92,2% estavam classificados entre os níveis de risco “AA” e “C”, considerados os mais seguros pelo mercado financeiro.
Esses dados foram subtraídos de uma revista de circulação nacional, a qual a reportagem me chamou muito atenção. Ora, os dados parecem bastante interessante mas ainda assim, é preciso maior agilidade na liberação de recursos para o plantio e a comercialização da safra. No caso do custeio, apesar da antecipação de verba ter sido anunciada pelo Banco do Brasil, será que este dinheiro vai chegar em fluxo satisfatório e adequado?
A perspectiva é que haverá queda de 2,4% da produção nacional de grãos na safra 2011/2012 em relação à safra anterior, prevista em um levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Porém, isso não é necessariamente uma notícia ruim. De qualquer maneira a produção de grãos será alta e comprovará que é preciso que o governo garanta o acesso aos recursos.
De outra via, o mercado internacional continua muito pressionado pela crise financeira e fiscal dos países industrializados, mas os fatores clássicos de formação de preços de alguns dos principais produtos de exportação do Brasil, como a soja, continuam ativos.
A eficiência da agricultura continua sendo desafiada pelos fatores que afetam a produtividade global da economia brasileira, especialmente a precariedade da infraestrutura, que dificulta e
encarece o escoamento da safra.

Eduardo Kümmel
Advogado – Diretor da Kümmel & Kümmel Advogados Associados