terça-feira, 22 de junho de 2021 04:22

INÍCIO | LINKS ÚTEIS | TRABALHE CONOSCO | CONTATO


O equilíbrio na relação entre pais e filhos

Seção:
Postado em 05/10/2012

Desde pequeno convivi com meu pai sempre atarefado, envolvido com sua profissão. Minha mãe era quem comandava a casa, as nossas atividades, mas em conjunto eles traçavam projetos para nosso futuro, sempre pensando no dia de amanhã, com todo amor que os pais podem dar aos seus filhos. Fomos criados no melhor ambiente familiar possível, cheio de amor, conforto, carinho e contínuo acompanhamento material e espiritual, sabendo o que é certo e o que é errado e especialmente os caminhos que deveríamos seguir para sermos pessoas de bem voltadas sempre para o próximo e para o bom Deus, nosso Criador.
Tenho minha mãe como aquela rosa linda, exuberante, perfumada que se destaca na roseira e no jardim da existência. Já meu pai para descrevê-lo bastaria quatro palavras: amor, fé, honestidade e felicidade.
Relato isto, com saudosismo dos tempos que já se foram, pois quando jovens fazemos inúmeros projetos, planos de viagens, festas, aproveitamos a vida, para posteriormente encontrarmos a pessoa ideal que será nossa parceira eterna. Até aí todo o amor não tem limites, responsabilidades profissionais e financeiras, posses, viagens, não há nada que nos perturbe durante o namoro.
Agora, quando se decide ter filhos, tudo muda. O foco do casal passa a ser os filhos e com eles os nossos anseios de vê-los crescer lindos e felizes, o que sem dúvida, torna-se o nosso ideal e meta de vida. De casal simplesmente passamos a pais e como pais responsáveis diretos pelo desenvolvimento, educação, saúde, bem estar e principalmente, exemplo e orientação na conquista da felicidade.
Mas e o(a) nosso(a) companheiro(a) será que quer ser somente pai ou mãe? Será que devemos abdicar da vida de casal, das viagens dos sonhos, da moto, do namoro no sofá, do cinema, do olhar cativante de quem viu seu/sua parceiro(a) pela primeira vez, do(a) parceiro(a) que quer sempre seduzir o seu amor? Podemos sim dizer que filhos são o melhor presente que Deus poderia nos dar, mas não podemos esquecer que nós também temos o mesmo direito à vida própria. Precisamos também nos sentir amados como homem e mulher, mantendo nossos sonhos e interesses pessoais, não deixando de fazer, apesar dos filhos, o quanto possível tudo o que queremos e quando queremos.
A vida nos dá uma segunda chance todos os dias sobre o caminho que queremos tomar, mas também encerra alguns ciclos que com o tempo passam rápido demais e não pudemos usufruir. Será que nosso companheiro(a) de vida ainda vai estar ao nosso lado? Será que ainda vou estar sexy e disposto(a) às aventuras que programei para uma vida inteira?

Falo isto, porque na maioria das vezes vivemos quase toda nossa vida voltados unicamente para a criação de nossos filhos, abrindo mão de inúmeros sonhos e desejos. É justo, pois esperarmos que quando chegar o momento deles escolherem seus caminhos, que nunca nos abandonem, pois sempre haverá bons momentos e caminhos para trilharmos juntos!

Faço esta saudosa reflexão no intuito de destacar que amo incondicionalmente meus filhos, minha mulher, meus pais, meus irmãos e amigos, e dizer que precisamos sempre encontrar um momento para curtir a nossa relação conjugal, visitar nossos pais, curtir nossos amigos, pois todos eles seguramente abdicaram de muitas coisas boas por nossa causa.

Eduardo Kümmel
Advogado – Diretor da Kümmel & Kümmel Advogados Associados