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Pela passagem do Natal

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Postado em 02/01/2014

O novo tempo de esperanças, como em todo ano, chegou… É Natal. É tempo de estar, sentir-se, viver, amar e ser feliz. É tempo de sonhar…

É um novo tempo para se viver intensamente cada instante que a vida graciosamente proporcionará. É o tempo para se renovar, crescer e aprender. É o tempo de perdoar aquele que te magoou. É tempo de libertar-se das culpas, dos ressentimentos, da raiva e do ódio. É tempo de mudar. É tempo, sobretudo, de transformar-se.

Um ano está terminando e eu não poderia deixar de compartilhar com os leitores, que me acompanharam ao longo deste ano, os meus desejos de muita paz, saúde, amor e realizações.

Vivemos em um mundo repleto de alegrias e tristezas, um mundo que vem presenciando fome, miséria, corrupção, hipocrisia, ditaduras, incompetências administrativas e violação diária dos direitos humanos, em todas suas dimensões. Um mundo que vê chefes de governos corruptos e livres em comparação ao infindável número de miseráveis que clamam por ajuda.

Mas nem por isso devemos parar de sonhar e acreditar em um mundo melhor. Poderemos construir um mundo melhor, desde que cultivemos o amor.

Meus queridos leitores! Peço licença para falar de uma palavra que, se for vivida com a profundidade necessária, certamente lhes proporcionará as realizações e a felicidade que desejam a si e à sua família neste ano novo. Essa palavra é o “amor”. E aqui, me refiro a três tipos de amor que carrego comigo: o amor à justiça, o amor à sabedoria e o amor ao ser

O amor à justiça não significa louvar ao Poder Judiciário ou ter compromisso com a vitória processual a qualquer custo. Aliás, ao contrário do que muitos acreditam, o bom Advogado não é e nunca foi e jamais poderá ser simplesmente aquele que sempre vence seu adversário diante de um juiz ou um tribunal. O amor à justiça é acreditar nas leis e no valor da igualdade.

O amor à sabedoria deve ser cultivado na vida de cada um, através da busca constante do aperfeiçoamento e na crença inabalável da importância do conhecimento. Pois estejam certos de que a sabedoria é um dos poucos patrimônios intangíveis que alguém pode somar durante a vida, uma autêntica “cláusula pétrea” no rol das virtudes do homem, algo que, depois de adquirido, ninguém é capaz de ultrajar ou de subtrair.

Por fim, a sabedoria e a justiça só se tornam válidas se soubermos valorizar diariamente o humano. O amor ao ser humano deve ser nutrido e praticado por cada um de nós, inclusive no atuar jurídico. O ser humano precede o direito e tem nele a sua existência e razão maior.

Homens e mulheres, crianças e adolescentes, adultos e idosos são a razão de ser do Direito.

Não podemos esquecer, sobretudo quando celebramos o nascimento de Jesus Cristo, da sua, talvez, melhor lição: “amar o próximo como a si próprio”.

Termino dizendo que somos, todos nós, os depositários da confiança na renovação no tempo que se chama “agora”. “Um mais um é sempre mais que dois”. Boas Festas e Feliz 2014!

Eduardo Kümmel

Advogado e Diretor da Kümmel & Kümmel Advogados Associados