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Ponderações sobre o casamento

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Postado em 09/08/2013

Na norma culta, divórcio do latim divortium, derivado de divertĕre, “separar-se” é o rompimento legal e definitivo do vínculo de casamento civil. É uma das três maneiras de dissolver um casamento, além da morte de um dos cônjuges.

Muito bem, mas o que venho tratar aqui hoje não são as normas legais do divórcio, aquilo que diz na lei. Venho tratar do casamento na sua infinita forma, a partir do que diz a vida e as nossas experiências diárias.

Na semana passada, recebi um email com um texto do Arnaldo Jabor que trata do assunto. Confesso que não tenho muito tempo para ler este tipo de coisa, mas este texto, em especial, me chamou a atenção e me prendeu os olhos e a leitura.

Passamos tanto tempo das nossas vidas tentando entender as relações humanas, o comportamento das pessoas o que os reais motivos que as levam as fazer as coisas. Não é verdade? E no casamento não poderia ser diferente.

Que atire a primeira pedra aquele que não pensou ao menos duas ou três vezes na vida, qual o motivo de ainda estar casado com essa mulher ou esse homem?

Jabor, neste caso, foi tão feliz nas palavras e traduziu o que muitos de nós tentamos e não conseguimos entender ou colocar em prática. Ele diz que o divórcio é inevitável e que ninguém aguenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Concordo plenamente com isso, mas em especial concordo com o que ele diz na sequência do texto: o segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido.

Queria tanto poder dizer isso a diversos casos que lido diariamente e tentar fazer com que as pessoas entendam que não é preciso um divórcio litigioso. Basta renovar a vida, renovar a alma, renovar os hábitos e os interesses. É tão simples!

Vou mais adiante ao texto do Jabor pra concordar mais uma vez com ele: a melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto.

Por óbvio, não existe mágica e muito menos um manual de procedimentos. Ah, e como seria tão mais fácil se a nossa vida e as nossas relações pudessem ser pautadas com pequenos manuais.

Como não é o caso, precisamos entender que compromisso e comprometimento com o outro são fontes de satisfação. Cultivar a paixão. Aprender a se dedicar à pessoa afetivamente importante em nossa vida, de forma saudável e prazerosa, favorecer o amadurecimento emocional.

Para encerrar, preciso dar dois recados: mulheres: parem de ler revistas femininas e de achar que a vida precisa, necessariamente, ser uma festa. Homens: parem de falar bobagem e observem com mais delicadeza as pessoas que estão ao seu lado.

Vida longo no casamento para todos nós!

Eduardo Kümmel

Advogado – Diretor da Kümmel & Kümmel Advogados Associados