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Preços do arroz seguem estabilizados

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Postado em 14/11/2016

No Brasil, a orizicultura irrigada é responsável por aproximadamente 65% da produção nacional de arroz. Aqui na região Sul, predomina o sistema de cultivo de arroz irrigado, sendo o Rio Grande do Sul, o maior produtor de arroz do país. A produção de arroz é uma atividade econômica de expressiva importância no nosso Estado, sendo responsável por mais de 60% da produção brasileira que atende às exportações internas do país. Sem contar que é umas das atividades agrícolas que mais geram emprego e renda para os agricultores locais.

Porém, há mais de um mês o preço do arroz em casca aqui no Estado permanece estável. Conforme pesquisadores do Cepea, indústrias mostraram baixo interesse por novas aquisições de casca.

Esse ritmo de comercialização se justifica pela posição retraída das empresas. Na semana passada, o Indicador ESALQ/SENAR-RS fechou a R$ 49,54/sc de 50 kg, ligeira alta de 0,6% em relação ao fechamento anterior.

Dados do portal Notícias Agrícolas apontam que nos últimos dias tanto o clima quanto o câmbio não estão favoráveis ao setor do arroz. Porém, informações apontam que a “crise” provém da redução de área no Mercosul em pouco mais de 5 mil hectares. “Péssima notícia para os produtores que já haviam semeado o arroz para a temporada 2016/17 ou estavam preparados para tal operação nesta segunda quinzena de outubro, as enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul, e danos pontuais nas lavouras catarinenses, geraram a expectativa de alta nos preços do cereal que está na mão dos agricultores e poderia entrar no mercado”.

A mesma fonte aponta que a baixa disponibilidade de grão ainda em poder dos rizicultores, indicadores de processamento e vendas muito similares aos do ano passado e um mês cheio de contas a pagar – do custeio passado, de entrada de renegociações e de insumos, serviços e mão de obra para o plantio e irrigação – mantiveram os preços estabilizados mesmo com o anúncio da necessidade de replantio de algumas áreas – ainda sendo contabilizadas – e a redução do potencial produtivo das lavouras atingidas.

O câmbio também tem sido uma frustração – a retração dos preços internacionais mantém a baixa competitividade – nenhuma no caso do grão em casca – do arroz nacional e a alta demanda por arroz importado.

Além disso, a dificuldade de renegociação das dívidas tem sido motivo de preocupação para quem está em época de plantio do cereal. O excesso de chuvas no RS é um dos principais motivos para o retardo do plantio e consequente endividamento. Com a chuva intensa, o carregamento dos lotes de arroz em casca foi prejudicado e as atividades de semeio da safra 2016/17 ficaram limitadas.

Vale lembrar que muitos orizicultores estão replantando as lavouras afetadas pelas chuvas, o que deverá atrasar a semeadura e aumentar os custos de produção na temporada atual. Será que vamos aguentar até quando essa situação?

Eduardo Kümmel
Advogado e Diretor da Kümmel & Kümmel Advogados