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Queda na safra de grãos será a maior desde 1996

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Postado em 15/07/2016

Quem trabalha na lavoura já havia previsto que, apesar da colheita recorde, a falta de chuvas no cerrado brasileiro prejudicar as lavouras.

Conforme reportagem de ZH, a safra brasileira de grãos deve diminuir 8,4% em 2016, para 191,8 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mensal da Conab apontou queda na produção de grãos pelo terceiro mês seguido. São 7,1 milhões de toneladas a menos do que o projetado no mês de junho. Uma redução de 3,67%.

O clima continua sendo o fator que mais pesa. A produção do milho safrinha deve chegar a 43 milhões de toneladas, 11,5 milhões de toneladas a menos do que a safra passada. Se confirmada, a queda estimada em junho será a maior desde 1996.

No início do ano a previsão era de safra recorde, mas as projeções foram se desfazendo à medida que o clima piorava, sobretudo por causa da falta de chuvas, principal responsável pela mudança para uma estimativa de queda.

Nos cálculos do IBGE, se a safra de 2016 se confirmar nesses níveis, ficará 2,8 milhões de toneladas abaixo da produção de 2014, recuo de 1,5%. Com a produção de soja já colhida, a projeção de 96,6 milhões de toneladas deverá se alterar pouco. Essa produção é 0,6% inferior ante 2015. Já a segunda safra de milho continua afetada pelo clima. As quedas em relação a 2015 serão de 14,0% (primeira safra) e 20,1% (segunda safra).

Este ano foi um dos piores para o agronegócio, tanto para o arroz como para a soja. O clima realmente foi desfavorável.

E depois ainda ouço dizer que o “pessoal do agronegócio” está sempre choramingando!

Ora, a crise no agronegócio é cíclica e demanda injeções de novos recursos e renegociação das dívidas em vencimento. Sem contar no avanço na recuperação e ampliação da infraestrutura logística, incluindo armazenamento, transporte rodoviário, hidroviário e ferroviário para melhorar o escoamento da produção.
Precisamos de investimento, de condições financeiras para pagar nossos débitos e de subsídios para seguro. Será que é pedir muito?

Eduardo Kümmel
Advogado e Diretor da Kümmel & Kümmel Advogados