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Racionalização das linhas de crédito para o agronegócio

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Postado em 30/06/2011

Quem lida com agronegócio no Brasil já está intimamente acostumado com a tamanha burocracia que circula os financiamentos da atividade agrícola. Me arrisco a dizer que trata-se de umas das maiores lacunas do setor financeiro, atualmente.

Mas o que a maioria das pessoas não sabe é que, por lei, os bancos são obrigados a destinar cerca de 30% dos deus depósitos à vista para este tipo de financiamento, que custam apenas 6,75% ao ano para o produtor. Em função de os juros serem tão atraentes, o setor é super controlado e regulamentado, tanto pelo Conselho Monetário Nacional quanto pelo Banco Central.

Em função disto, um produtor rural que queira pedir dinheiro emprestado para custear a sua safra precisa entrar na jogada e obedecer todos os limites estipulados. Fazer financiamento no setor rural hoje, é uma manobra que exige muita paciência e persistência. Dependendo do cultivo, o máximo de empréstimo que o produtor rural pode conseguir varia entre R$275 mil e R$ 600 mil.

Porém, as notícias são animadoras. A Febraban anunciou nos últimos dias que pretende ampliar os limites de financiamentos e possibilitar a realização de parcerias ao longo das cadeias produtivas com intuito de reduzir a burocracia e os entraves que rodam os financiamentos à produção agrícola. Ora, diante do aquecimento da economia e da expansão do crédito rural, este tipo de medida está vindo em boa hora, já que o crédito rural precisa ser mais bem distribuído pelo sistema e não ficar só concentrado nos grande produtores rurais que, obviamente, tem um acesso mais fácil aos recursos.

Existem vários limites de financiamento, de acordo com o negócio e o valor pretendido. Ocorre que, visivelmente as várias possibilidades de linhas de financiamento acabam confundindo o produtor rural. Logo, é preciso desburocratizar o processo de contrato de financiamento para o meio agrícola. Novas políticas precisam ser viabilizadas e, tanto os bancos quanto os governos devem valorizar mais o produtor do que o produto final em si.

Ser produtor rural é um orgulho, pois é através deste meio que o Brasil pode se desenvolver cada vez mais. As finanças no campo, por enquanto, andam a passos lentos. Assim, vamos aguardar mais notícias como esta e, se possível, posições cada vez mais concretas e reais.

Eduardo Kümmel
Advogado – Diretor da Kümmel & Kümmel Advogados Associados