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Rede social para agropecuaristas? Sim, ela já existe

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Postado em 11/07/2013

Estão lembrados que falei aqui na coluna da semana passada que um dos pontos mais importantes para a excelência no campo é a “comunicação”? Ou seja, que há que se adequar à nova realidade da internet e observar o poder da comunicação. Citei até o exemplo das mídias sociais que estão reinventando o interesse dos produtores. Pois bem, é preciso aprender a usar a web de forma positiva e eficiente. E tem gente que já está fazendo isso.

Agora ao invés de publicar as habituais fotos de familiares e amigos, os usuários do site SojaBook, uma nova rede social, já podem trocar fotos de campos, vacas ou tratores, além de compartilhar ofertas de produtos ou maquinário rural. A página vem encontrando terra fértil, explorando o furor dos internautas por sites como Facebook e Twitter para se focar no negócio rural.

Trata-se de uma rede social voltada apenas para agricultores. Com mais de 20 mil membros, dos quais 8 mil são brasileiros. Os usuários podem entrar em contato uns com os outros, construir grupos por assunto ou região, tirar dúvidas com especialistas e comprar e vender produtos.

Criador do SojaBook, o argentino Mariano Torrubiano, testou diversas redes sociais, até surgir a vontade de criar uma comunidade que reunisse agropecuaristas do mundo todo. Segundo Torrubiano, “o Brasil é um dos principais produtores de alimento do mundo. São milhares de fazendeiros e pessoas que trabalham com o agronegócio, o que faz o país ser um grande potencial usuário da rede.”

Além de solucionar as dúvidas uns com os outros, os fazendeiros podem consultar especialistas. Qualquer membro da rede pode se candidatar como especialista. Um engenheiro pode oferecer conselhos sobre manejo do solo e um zootecnista pode falar sobre sua área de atuação. O objetivo, entretanto, é que empresas de consultoria ou do setor, como de insumos, fertilizantes, sementes ou ração, por exemplo, ofereçam esse serviço gratuitamente ao usuário. Os classificados, gratuitos, funcionam entre os próprios fazendeiros. Porém, o sistema de compra e venda será ainda mais desenvolvido.

A rede está no idioma espanhol, porém é fácil de usar e possui ferramentas parecidas com o Facebook, como postagem de fotos, chat, grupos, fórum e eventos.

Um país de grandes dimensões como o Brasil e com o agronegócio representando cerca de um terço do PIB, oferece imensas oportunidades para que as mídias sociais se desenvolvam no meio rural e funcionem como oportunidade para o desenvolvimento e aprimoramento do setor. Pode-se dizer que esta é uma ferramenta essencial para permitir acesso a novas tecnologias e oportunidades de negócios, podendo ser fundamental para aumentar a competitividade do setor agrícola no Brasil.

Sempre digo que a união faz a força, ou seja, agricultores unidos em uma rede social podem compartilhar informações, comprar melhor seus insumos e também vender melhor seus produtos, além de ter acesso à realidade de outros mercados. Sem contar na possibilidade de atualização do agricultor sobre as diversas legislações existentes. Fica a dica!

 

Eduardo Kümmel

Advogado – Diretor da Kümmel & Kümmel Advogados Associados