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Sua fazenda está preparada para o futuro?

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Postado em 05/07/2013

Quando li essa manchete na reportagem principal da Revista Globo Rural, confesso que fiquei bastante motivado a ler o restante da matéria, já que este é um dos temas que mais preocupa àqueles que estão ligados diretamente às realidades do campo.

A matéria trata de um estudo inédito que traz caminhos para tornar a propriedade rural mais lucrativa e sustentável, a partir da visão de produtores de 18 países do mundo. Trazendo as informações contidas no material para a nossa realidade, resolvi compartilhar com os leitores alguns dos pontos que eu julgo serem mais importantes para o efetivo sucesso e prosperidade dos negócios do campo, ultimamente.

Considerando que a agricultura terá que dar conta de alimentar 9 bilhões de pessoas até 2050, os desafios a serem superados são imensos e a ascensão do empresário rural está diretamente ligada aos caminhos que irá tomar para produzir mais alimentos nas próximas décadas.

A primeira questão que quero chamar atenção é a “sucessão familiar”. Já falamos diversas vezes aqui na coluna sobre este assunto. Todos nós sabemos que processo sucessório é complexo, dinâmico e um assunto para ser discutido em longo prazo. Envolve questões psicológicas da família, estratégias dos negócios e de risco na gestão do patrimônio. Os bens podem e devem ser partilhados. Porém, o negócio deve ser mantido na sua unicidade e integridade original. Só assim, os negócios poderão manterem-se sólidos, com ganhos de escala de produção e racionalização de custos. Para dar início a um processo sucessório é preciso que se identifique, na família, quem tem o melhor perfil para a gestão, ou até mesmo implantar um conselho de gestão específico. É vital que se defina o pró-labore para àqueles que exercerem ou exercerão atividades na empresa. E a participação dos demais será apenas nos resultados da empresa, proporcional ao seu quinhão de capital.

O segundo ponto é “infraestrutura e financiamentos”, que são de suma importância para o sucesso do negócio rural. Em termos de infraestrutura há que se destacar que nem sempre os lugares com melhor qualidade de solo e clima são aquelas que apresentam as melhores safras. Na maior parte das vezes, a excelente produtividade está totalmente ligada à estabilidade social e econômica, políticas de governo e conhecimentos e investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Sem contar na questão de financiamentos, que são a mola propulsora de uma boa produtividade.

O terceiro ponto é a “comunicação”, ou seja, há que se adequar à nova realidade da internet e observar o poder da comunicação. Um exemplo disso são as mídias sociais que estão reinventando o interesse dos produtores. É preciso aprender a usar a web de forma positiva e eficiente.

O quarto e último ponto é a “sustentabilidade” e o estabelecimento de parâmetros, normas e procedimentos para que se tenha consciência sobre o uso sustentável dos recursos naturais disponíveis no ambiente em que atuam. A sustentabilidade do meio ambiente deve sempre ser a meta buscada por qualquer indivíduo ou grupo que necessite de recursos naturais para sobreviver. Levantar a bandeira da sustentabilidade do meio ambiente e promover o pensamento de que essa é a única forma viável de manter suas atividades econômicas em condições de gerar riquezas por muito mais tempo e de forma continuada, são os desafios mais latentes atualmente.

Em resumo, os agricultores precisam atender que é hora de produzir mais com menos e isso só será possível quando se criar um cenário de eficiência, aliando tecnologia, oportunidades, sustentabilidade e muita técnica agrícola. Agricultores instruídos melhoram a qualidade da produção e, sem dúvida, produção não é quantidade plantada, é qualidade, lucro e produtividade excelente.

Eduardo kümmel

Advogado – Diretor da Kümmel & Kümmel Advogados Associados