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Mobilização pró-aviação agrícola em Americana/SP contou com a presença da KKAA

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Postado em 18/06/2017

A quarta-feira foi de nova mobilização pela aviação agrícola no Estado de São Paulo. Desta vez, na Câmara de Vereadores da cidade de Americana, para barrar o Projeto de Lei n 53/2017, que pretende proibir a pulverização aérea no município. Representantes do Sindag, empresários do setor e representantes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e dos sindicatos das industrias do Açúcar e da Fabricação do Álcool no Estado de São Paulo (Siaesp e Sifaes) falaram sobre a importância e segurança do setor aeroagrícola e esclareceram as falhas na própria justificativa da proposta, de autoria do vereador Padre Sérgio (PT).

A comitiva se reuniu, pela manhã, com o vereador Thiago Martins (PV), que ouviu a argumentação dos operadores aeroagrícolas e viabilizou a conversa com os seus pares antes da sessão, à tarde – que teve também a presença de pessoas a favor da proibição.Também à tarde, o grupo esteve  com o prefeito de Americana, Omar Najar, que se mostrou simpático ao setor. Com o esforço, a votação em seguindo turno ficou para a próxima quinta-feira (dia 22). Até lá, o Sindag deve enviar os vereadores uma série de informações (legislação federal, dados técnicos, etc) em devesa do setor. Além de promover uma nova mobilização para o dia da votação.

Os vereadores ouviram também representantes de um assentamento rural, favoráveis à proibição da aviação agrícola.

Veja AQUI o vídeo da reunião – com as falas dos grupos contra e a favor da aviação agrícola (do perfil de seu proponente da lei no Facebook)

O PL 53/2017 já havia sido aprovado em primeiro turno no último dia 8, mas ontem a maioria dos vereadores admitiu que não tinha conhecimento sobre o setor aeroagrícola para considerar a possibilidade do erro. Para se ter uma ideia, a justificativa da proposta cita como únicos argumentos contra aviação (o restante são dados contra os agrotóxicos) as alegações de que apenas 1% do produto aplicado por aeronaves atinge o alvo e que a deriva provocada pelos aviões chega a 32 quilômetros de distância.

ARGUMENTAÇÃO

Nas apresentações e ontem, além dos dados técnicos sobre a segurança, tecnologia e regulamentação – reforçando que a aviação é a única ferramenta regulamentada para pulverizações, os representantes do setor aeroagrícola apelaram para a lógica: “com o alto preço dos insumos químicos, se realmente houvesse perda de 99% dos produtos aplicados, a aviação agrícola já teria deixado de existir há muito tempo”, reforçou o assessor jurídico do Sindag, Ricardo Vollbrecht.

“Proibir a aviação seria retirar de cena justamente a melhor ferramenta de aplicação e a que tem o pessoal mais qualificado”, completou o secretário do sindicato aeroagrícola, Bruno Vasconcelos, lembrando que, além do piloto com formação especial, as empresas do setor precisam ter técnicos agrícolas com especialização em operações aéreas e engenheiros agrônomos. E que, durante as operações, a equipe fica o tempo todo monitorando as condições meteorológicas para garantir a precisão das pulverizações.

O engenheiro agrônomo e instrutor e consultor em operações aeoragrícolas Marcelo Drescher também reforçou o risco que representa a proposta de proibição. Ele lembrou que a deriva (quando o produto desvia de sua faixa de aplicação) é um fenômeno possível tanto nas operações terrestres quanto nas aéreas. “Mas é justamente a aviação que tem as melhores condições prevenir sua ocorrência.”

Já consultora jurídica e de sustentabilidade da Unida, Renata Camargo, enfatizou que proibir a aviação agrícola na lavoura de cana representaria dano econômico, além de um retrocesso técnico. “A opção seria a aplicação costal, só que em uma cultura como a cana, que é extensiva, semiperene e fechada, isso também não é possível.” Além disso, segundo ela, a cultura da cana faz boa parte do controle de pragas com produtos biológicos e a aviação também aplica essencialmente maturadores. “Se essa proibição for efetivada, o prejuízo para o setor produtivo será imenso, com quebra de safra.”

A comitiva da aviação agrícola contou com representantes das empresas Agrossol Aero Agrícola, Aeromaj Aviação Agrícola, Climb Aircraft Division, Imagem Aviação Agrícola, Pachú Aviação Agrícola, Produtiva Aeroagrícola e Sana Agro Aérea e foi acompanhada ainda do jornalista Cláudio Correa, da Rádio CBN e jornal Campo Aberto.

Fonte: SINDAG.