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ONG alerta para sumiço de milhas da TAM

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Postado em 13/09/2011

Sistemas da companhia aérea podem ter sido invadidos para a troca de senhas e a conversão de milhas em passagens em nome de desconhecidos

A associação de defesa dos consumidores Pro Teste distribuiu um comunicado em que afirma que diversos de seus associados têm reclamado sobreo sumiço de milhas do programa de fidelidade da TAM.
Segundo a ONG, os associados ao programa informaram que suas senhas de acesso foram trocadas e que suas milhas foram usadas para a emissão de passagens em nome de desconhecidos.
A Pro Teste afirma que a empresa é responsável pela segurança dos serviços que oferece e deve ressarcir eventuais prejuízos dos clientes.
No entanto, os consumidores que constataram as perdas de pontos por emissão indevida de passagens em nomes de terceiros não têm obtido o reembolso das milhas da TAM. É muito fácil descobrir quem foi ou não prejudicado. O problema geralmente já é percebido quando o cliente entra no site do programa de fidelidade e tem a própria senha rejeitada.
A TAM informou que adota procedimentos para manter em segurança as informações dos clientes e que, para resgatar passagens, seria preciso informar duas senhas. Caso o cliente esqueça as senhas, as informações seriam reenviadas apenas ao endereço de e-mail cadastrado no sistema pelo próprio usuário — o que seria suficiente para inibir as fraudes. Outra opção dada ao cliente é comparecer pessoalmente a uma loja TAM ou TAM Viagens portando seus documentos (originais e com foto) e solicitar o acesso ou a troca da senha.
Em nota, a TAM também informa que as ocorrências estão sendo apuradas e que cabe ao consumidor o zelo pelos dados pessoais. “A companhia orienta que seus clientes fiquem atentos aos pedidos de confirmação de dados que recebem por e-mail. Toda e qualquer solicitação do programa TAM Fidelidade é direcionada ao site oficial da TAM.“
A Pro Teste trabalha com a hipótese de vulnerabilidades no sistema, com a provável invasão do site e captura de dados dos clientes. Para a ONG, as vítimas do golpe devem negociar uma solução com a empresa aérea e, caso não tenham sucesso, devem recorrer a um juizado especial cível, onde causas com valor de até 20 salários mínimos podem ser julgadas rapidamente e sem a contratação de um advogado. É sempre importante documentar com extratos e comprovantes o saque indevido das milhas.

FONTE: Revista Exame.